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CAIXA Belas Artes apresenta: “Semana Andrei Tarkovsky”

08/01 A 16/01

De 10 a 16 de janeiro, o CAIXA Belas Artes dedicará uma semana ao cineasta russo Andrei Tarkovsky (1932–1986) com três dos seus sete longas-metragens realizados para o cinema: “Andrei Rublev”(1966), “Solaris”(1971) e “Stalker” (1979).

Considerado o “Dostoievski do Cinema”, Tarkovsky estudou música e pintura, formou-se em Geologia, porém, descobriu no Cinema a sua verdadeira paixão. Ainda na juventude, teve a oportunidade de conhecer obras essenciais do Neo-Realismo italiano, da Nouvelle Vague francesa, e de diretores como Akira Kurosawa, Luis Buñuel, Ingmar Bergman, Robert Bresson, Kenji Mizoguchi e Andrzej Wajda, cujo filme “Cinzas e Diamantes” (1958) foi de grande influência para ele. Contudo, logo Tarkovsky desenvolveu um estilo bastante pessoal, sempre voltado para as questões existenciais e metafísicas, com ênfase na busca pela verdade, na poesia e na transcendência espiritual.

Os três filmes selecionados marcam fases distintas do diretor, a começar por “Andrei Rublev”, vencedor do prêmio FIPRESCI no Festival de Cannes, uma cinebiografia do famoso pintor russo que dá nome ao filme, com roteiro coescrito pelo também russo Andrey Konchalovskiy, diretor de sucessos como “Os Amantes de Maria” (1984) e “Expresso para o Inferno” (1985); a seguir vem “Solaris”, vencedor do prêmio FIPRESCI e do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes, uma ficção científica e filosófica, considerada uma resposta de Tarkovsky ao “estéril” (segundo ele) “2001: Uma Odisseia no Espaço” (1968), de Stanley Kubrick; e para completar a tríade,  teremos “Stalker”, vencedor do Prêmio do Júri Ecumênico no Festival de Cannes, último filme de Tarkovsky realizado na Rússia, inteiramente refilmado após um incidente inutilizar os negativos do primeiro registro. Este filme é do mesmo ano de “O Primeiro Dia”, projeto abandonado com as filmagens já avançadas devido a discordâncias do diretor com os produtores russos, fato que fez com que ele deixasse de filmar em seu país, produzindo seus últimos trabalhos entre a Itália e a Suécia.

Apesar de sua filmografia pouco extensa, Andrei Tarkovsky deixou para a posteridade diversas obras-primas até hoje reverenciadas pela crítica, principalmente pela atemporalidade e pertinência dos seus temas. O sueco Ingmar Bergman, um dos maiores cineastas de todos os tempos, definiu Tarkovsky como “o maior (de todos nós), aquele que inventou uma nova linguagem, fiel à natureza do cinema, uma vez que capta a vida como um reflexo, a vida como um sonho”.

 


Programação – Sala 5 – Carmen Miranda:

Quinta-feira, dia 10
Andrei Rublev
Horário: 19h30

Sexta-feira, dia 11
Stalker
Horário: 19h30

Sabado, dia 12
Andrei Rublev
Horário: 19h30

Domingo, dia 13
Solaris
Horário: 19h30

Segunda-feira, dia 14
Stalker
Horário: 19h30

Terça-feira, dia 15
Solaris
Horário: 19h30

Quarta-feira, dia 16
Andrei Rublev
Horário: 19h30

 


 

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